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Design Thinking para o processo de resolução de problemas

Design Thinking para o processo de resolução de problemas

Design Thinking para o processo de resolução de problemas

Você quer saber como encontrar a melhor solução para um problema ou uma oportunidade? Pense em Design Thinking!

Mas muitos vão perguntar: o que é Design Thinking?

Esse é um conceito criado por um norte-americano, utilizado pelos departamentos de inovação de algumas empresas sempre que surge um problema, que  precise ser resolvido por um grupo de pessoas interessadas em resolvê-lo.

Design Thinking: o que é isso?

Conceitualmente, o Design Thinking é um termo criado pelo norte-americano David Kelley, fundador da consultoria IDEO e hoje à frente do curso de Design Thinking da Universidade de Stanford.

É uma forma de abordagem para os designers em todos os aspectos do negócio em uma empresa, desenvolvendo soluções de problemas.

É uma forma de organizar o pensamento e se estruturar dentro de um modelo mental que faz com que as soluções criadas sejam mais acertadas e “desejáveis” pelas pessoas, e tenha foco no usuário, ou melhor, nas “personas”.

[Personas: personagens fictícios que descreve todas as características, dores, anseios, pensamentos e desejos para quem a solução será criada, ajudando a melhor entendê-los, de modo que assegure que a solução / ideia a ser criada seja de fato relevante, atendendo todas as expectativas e interesses destes.]

 O objetivo, portanto, é que o Design Thinking ajude os profissionais a enxergarem o resultado “certeiro” antes de partirem para a implementação da solução ou “inovação”, como também é chamado, ou ainda, como muitos chamam, pensar fora da caixa.

Para entender melhor, vamos pensar que todo projeto que uma empresa tem visa atender a uma necessidade interna ou de mercado.

A empresa pode pensar eventualmente, logo de imediato, em uma ideia, mas será que é a melhor? Será que ao final do processo, não vai ser descoberto que o caminho tomado não foi o ideal? E tudo terá que ser mudado?

Imagine uma empresa gastar milhares ou milhões de dinheiro, tempo, pessoas e ao final não atingir o ganho esperado?

Quando uma empresa comete este tipo de “erro” por várias vezes seguidas, isso pode levar a empresa a sérios problemas, e às vezes até à falência. Quem não se lembra de várias empresas que passaram por problemas similares. Um exemplo para pensarmos: o que aconteceu com a Kodak, Atari, American OnLine, e outras que eram muito fortes e “sumiram”?

Pense bem, que desperdício de tempo e recursos!

A metodologia Design Thinking entra justamente para evitar esses erros de percurso.

Por isso, os termos “Design Thinking, inovação de negócios” têm andado juntos e, proporcionam, também uma melhor gestão do tempo para a solução de um problema ou uma necessidade de uma organização.

Design Thinking: metodologia e etapas

As etapas do Design Thinking pressupõem primeiro empatia, depois co-criação e, por último, experimentação, antes de um lançamento oficial.

etapas design thinking

Empatia ou Imersão: esse primeiro momento é o que podemos chamar de diagnosticar o problema.

Um designer thinking e sua equipe precisam, antes de mais nada, estudar profundamente aquele problema e desenvolver empatia – ou seja, sentir de fato onde aperta o calo dos personas e entender a necessidade daquelas pessoas, seja na área de serviço ou produtos.

O que elas querem, o que esperam, qual a melhor maneira, como costumam fazer?

Para isso, é preciso conhecer o universo daquelas pessoas, e pode ser discutindo, fazendo um brainstorming com pessoas que conhecem aqueles personas, ou então, sair na rua, conversar de fato com o público-alvo, ou seja, mergulhar totalmente na necessidade e no problema, para  abrir a mente para as soluções que irão surgir.

Já na Co-criação, é importante trazer as pessoas diretamente envolvidas na questão para interagir, pensar e ajudar nas soluções.

Na experimentação, cria-se pequenas iniciativas, que são implementadas, testadas, recebem feedback, melhorias e passam por um relançamento.

Mas por que realizar todas essas etapas? Justamente porque esses processos, que podem não ser lineares, vão proporcionar resultados mais eficazes.

E eficácia é o que as empresas precisam. Por exemplo, segundo estudos recentes apontados pelo Portal do Sebrae neste ano, nos Estados Unidos, apenas 4% dos produtos obtiveram sucesso de mercado.

O Design Thinking sempre deve ter seus processos realizados em conjunto, de forma prática, dinâmica, colaborativa – veja bem: sempre colaborativa!

As pessoas devem “viajar” em todas as probabilidades e testar todas as probabilidades pra encontrar a melhor solução e a partir daqui estruturar a implantação de um projeto.

Design Thinking: curso, livro ou processo autodidata?

Existem diversas maneiras de trabalhar com esse conceito, e até utilizar Canvas de Design Thinking, que é uma metodologia que faz uso de alguns elementos que desenvolvi, para auxiliar o time envolvido no problema e na busca da solução, antes de saírem implementando suas ideias, ou seja, seus projetos, meio na base do “Feeling” ou no “Seja o que Deus Quiser”.[CANVAS significa TELA, QUADRO].

Esses Canvas, eu desenvolvi baseado em um modelo apresentado por um grande colega ligado a nossa profissão, André Cruz, o qual foi batizado como Duplo Diamante.

duplo diamante

O primeiro Canvas é para diagnosticar o problema ou entender melhor a oportunidade. E o segundo para encontrar a solução.

primeiro diamante

Para ficar mais claro todo o processo, pense numa pessoa que está sentindo uma dor, por exemplo, de estômago. Antes de ver o melhor remédio, precisamos entender muito bem a causa.

Então, o médico examina o paciente, faz uma série de perguntas, pede alguns exames e depois identifica-se de fato o que está causando a dor. E só depois começa a pensar nas possíveis formas de tratar.

O médico poderá receitar um remédio, um tratamento por homeopatia, um chá ou até uma cirurgia em casos mais agudos. Mediante todas as alternativas, essas serão avaliadas e pesadas em conjunto: médico e paciente, considerando eficácia, custo, tempo de tratamento, necessidades e expectativas do paciente, mas claro que com uma forte recomendação médica, principalmente em casos mais severos, como a cirurgia.

Na empresa é o mesmo processo: primeiro estuda-se bem o problema ou oportunidade para conhecer bem as causas, as expectativas do persona, para depois pensar nas possibilidades, e diante delas, analisar qual a melhor, considerando critérios de agregação, custo, prazo e risco.

É aí que entra o segundo Canvas que criei (veja a seguir): baseado nas principais causas identificadas discute-se todas as possibilidades, pesa cada uma e então elege-se a ideal, que poderá ser desde uma simples ação até um projeto maior.

 segundo diamante 2

Se a solução for um projeto

Após todo o processo, se a solução identificada como a melhor for um projeto, é hora de estruturar e implementar antes de sair fazendo - aí podemos utilizar outro Canvas, dessa vez o Canvas de Projetos do PM VISUAL:

PM VISUAL

 Essa forma de estruturar o projeto também é pensar de forma colaborativa.

Depois pode-se detalhar ainda mais essa ideia utilizando todas as demais lâminas do PM Visual completo, método também criado por mim, que é um aprofundamento do CANVAS inicial.

 É uma forma fácil, simples, colaborativa de fazer um planejamento de projeto, de qualquer tamanho e natureza, em apenas 8 horas de trabalho, isso mesmo, 1 dia, e obter 68% de confiabilidade no prazo e custo estimados pela equipe.

PM Visual 2

Para finalizar o conceito original do Design Thinking, pode-se entrar na etapa de experimentação, para testar a solução pensada, receber feedback, pensar em melhorias e passar por um relançamento da ideia. Essa etapa, em muitos casos, pode ser aplicada antes mesmo de fazer o Canvas de Projetos do PM VISUAL.

Na nossa empresa, temos o curso “Inovação e Design Thinking”, que tem oito horas de duração, e é feito em um único dia, além do curso do PM VISUAL. Confira sempre a programação em nosso site: www.robsoncamargo.com.br.

No curso Design Thinking vamos apresentar os conceitos de imersão no problema, ideação, que é a criação em si, prototipação ou testes e desenvolvimento ou aplicação das ideias, que poderão posteriormente ser transformadas em produtos ou serviços, além de diversas outras maneiras de entender esse novo modelo mental de criar soluções eficazes.

Gostou do artigo? Qualquer dúvida, envie uma mensagem para mim [email protected] Terei muito prazer em ajudar!

Sobre o autor

Robson Camargo, PMP, MBA, GWCPM, ASF é professor nos cursos de MBA das Principais Escolas de Negócio do País: FGV, Fundação Dom Cabral e FIA/USP com Certificação PMP – Project Management Professional® emitida pelo PMI®, MBA em Administração de Projetos pela FEA/USP e Master Certificate pela George Washington. Robson Camargo é autor do livro PM VISUAL e criador do Método PM VISUAL. Sua equipe realiza treinamentos e consultorias em empresas do Brasil e exterior. Robson Camargo está à frente da RC Robson Camargo – Projetos e Negócios, há mais de 11 anos.

 

 

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É uma empresa de Educação Corporativa oficialmente homologada pelo PMI com o selo de R.E.P. (Registered Education Provider), alinhada com o Triângulo de Talentos do Gerente de Projetos

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